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Barra Crachás

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13 de setembro de 2015

OPERAÇÃO "VIRIATO" I

Angola 1961
A conquista de Nambuangongo e onde os pára-quedistas foram impedidos de intervir por ordem do Tenente-coronel Maçanita, militar muito conhecido em Angola

A vila de Nambuangongo, localizada num planalto a cerca de 200 quilómetros de Luanda, está transformada no quartel-general da União dos Povos de Angola (UPA) - o movimento independentista de Holden Roberto que, em 15 de Março, levou ao massacre de colonos e de trabalhadores bailundos por todo o Norte de Angola, A resposta militar é lenta. Apenas em finais de Abril, o pequeno contingente da província, calculado em 1.500 militares, começa a ser reforçado com tropas enviadas da metrópole. A partir de Nambuangongo, a guerrilha domina as povoações mais próximas e ameaça outras mais distantes como Ambriz, Carmona e até mesmo Luanda.
Os colonos que conseguem escapar aos massacres deixam o Norte. A maior parte das fazendas fica ao abandono. A época das chuvas está a terminar. Os meses do cacimbo costumavam anunciar os carregamentos de café para o porto de Luanda - um dos mais prósperos negócios da colónia, para cima de dois milhões de contos por colheita. Este ano, porém, será diferente. É a guerra. O governador da província, Silva Tavares, e o comandante-chefe, general Libório Monteiro, respondem como podem - e, na verdade, podem muito pouco: a reocupação do Norte não é possível com tão escasso contingente militar disponível e ainda por cima mal distribuído. Os guerrilheiros dominam uma vasta região desde as margens do Rio Zaire até ao Sul dos Dembos. Mas os comunicados oficiais publicados pelos jornais de Luanda dizem o contrário: "A situação encontra-se inteiramente sob o domínio das autoridades".
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Foto : Entre as brumas da memória