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    Barra Crachás

    13 de setembro de 2015

    OPERAÇÃO "JOVE"

    OPERAÇÕES EM ÁFRICA

    As unidades de pára-quedistas constituíam uma das reservas dos comandantes-chefes e estes empregavam-nas como forças de intervenção nas zonas onde os movimentos de guerrilha estavam melhor organizados.

    A companhia de pára-quedistas era a unidade de manobra base com capacidade para actuar autonomamente, embora também tivessem sido empregues unidades de menores efectivos.

    Raramente foi utilizado um batalhão em combate, excepto para operações com lançamento de pára-quedas. Para aumentar a sua mobilidade os páras utilizaram com frequência os helicópteros em acções de surpresa.







    OPERAÇÃO JOVE
    Captura do capitão cubano Pedro Peralta

    Operação «Jove» 16 a 19 de Novembro de 1969

    O «Corredor de Guileje» constituía a principal linha de infiltração do PAIGC na Guiné. Na realidade, tratava-se de um trilho de terra batida aberto na floresta, que vinha de Kandianfara, na República da Guiné-Conacri, e penetrava no território pela região do Quitafine, no Sul. Em Novembro de 1969, os serviços de escuta portugueses captaram a informação da passagem de uma importante coluna com material de guerra, na qual se deslocaria Nino Vieira, ao tempo o mítico comandante da Frente Sul, tendo o Comando-Chefe das forças portuguesas na Guiné atribuído ao Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas n.º 12, a missão de interceptar os guerrilheiros.

    Duas companhias de páras foram transportadas, em 16 de Novembro, por avião, de Bissau para Aldeia Formosa, no Sul, e a partir deste quartel os homens foram colocados no terreno por helicóptero.
    A emboscada foi montada em 17 de Novembro, com setenta homens numa base recuada, trinta e ciinco em apoio e outros trinta e cinco sobre o trilho do «Corredor de Guileje».

    Em 18 de Novembro, após progressão difícil pela mata e pouco depois de os 35 elementos deste grupo de assalto terem instalado o dispositivo, ouviram-se vozes e surgiram na picada dois homens armados, um branco e um negro. O pára-quedista apontador da metralhadora abriu fogo, matando o guerrilheiro negro e ferindo o branco, tendo este último conseguido fugir para o interior da floresta, tentando dissimular o rasto de sangue, mas, após perseguição difícil, os pára-quedistas encontraram o ferido completamente exausto pelo sangue perdido. Foram-lhe prestados os primeiros socorros e num interrogatório sumário identificou-se como sendo Pedro Rodriguez Peralta, capitão do exército cubano, de 32 anos, nascido em Santiago de Cuba. Seria evacuado por helicóptero para Bissau e dali para Lisboa, sendo libertado após o 25 de Abril de 1974.

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