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    Barra Crachás

    13 de setembro de 2015

    OPERAÇÃO "JOVE"

    OPERAÇÕES EM ÁFRICA

    As unidades de pára-quedistas constituíam uma das reservas dos comandantes-chefes e estes empregavam-nas como forças de intervenção nas zonas onde os movimentos de guerrilha estavam melhor organizados.

    A companhia de pára-quedistas era a unidade de manobra base com capacidade para actuar autonomamente, embora também tivessem sido empregues unidades de menores efectivos.

    Raramente foi utilizado um batalhão em combate, excepto para operações com lançamento de pára-quedas. Para aumentar a sua mobilidade os páras utilizaram com frequência os helicópteros em acções de surpresa.





    12 de setembro de 2015

    RELATOS DA GUINÉ III


    "Sinto que apenas pode haver soldados e marinheiros (portugueses) vitoriosos ou mortos". A frase de Oliveira Salazar, proferida em Dezembro de 1961, cumpriu-se pela metade.


    RELATOS DA GUINÉ II

    “OUTRO INFERNO A SUL”

    Do nosso camarada pára-quedista Victor Tavares, deixo aqui o relato de uma das muitas operações, por ele e outros camaradas efectuadas na Guiné.
    Uma missão estava destinada à Companhia de Caçadores Pára-quedistas 121 , onde já se encontravam há vários dias as nossas Companhias de Pára-quedistas 122 e 123 , dada a gravidade da situação criada pelas forças do PAIGC que neste período do ano , entre Maio e Julho , intensificou os ataques , tanto a aquartelamentos como a colunas , em Gadamael Porto a situação era cada vez mais complicada , uma vez que os militares do PAIGC já tinham tomado o destacamento de Guileje , após ataques contínuos de artilharia e flagelações de armas ligeiras, chegando mesmo a cercarem o destacamento mantendo a sua guarnição sitiada até à tomada de decisão de abandonar o destacamento por parte do seu Comandante COUTINHO de LIMA, uma vez que não lhe restava outra alternativa. Não o fazendo correria o risco de serem dizimados pelas forças atacantes que estavam decididas a tomar o aquartelamento.


    11 de setembro de 2015

    RELATOS DA GUINÉ I

    Victor Tavares CCP121 © Direitos reservados

    OPERAÇÃO “MURALHA QUIMÉRICA”, COM OS PÁRA-QUEDISTAS DO BCP12: - Aldeia Formosa, Guileje e Gadamael em Abril de 1972

    Acção desenrolada entre 27 de Março e 8 de Abril de 1972, no sul da Guiné (Aldeia Formosa, Guileje e Gadamael).

    Esta operação, na qual participaram as CCP 121, 122, 123 e outras forças, com resultados excelentes, nas zonas operacionais de Aldeia Formosa, Guileje e Gadamael Porto, foi uma das muitas operações importantes em que intervieram os Pára-quedistas do BCP 12 durante o ano de 1972.

    EXERCÍCIO "HIMBA"

    A FORÇA AÉREA EM ANGOLA
    Exercício «Himba»

    FAP Luanda 1959
    FAP Luanda 1959

    Estava-se no mês de Abril de 1959.

    Para marcar o regresso da Aviação Militar ao território de Angola, a Força Aérea levou a efeito o exercício «Himba», que veio a despertar bastante entusiasmo não só pela dimensão como pela novidade do evento.
    Foram num total de 14 os aviões que formaram a formidável caravana de meios aéreos, que foi deslocada da Metrópole para aquela Província e se compunha de 6 aviões «Skymaster», 2 aviões «Dakota» e 6 aviões «PV-2», que transportaram um total de 212 Militares da Força Aérea, desta maneira divididos: 52 Oficiais, 74 Sargentos e 86 Praças.Durante o tempo em que esses aviões da FAP permaneceram em Angola, puderam proporcionar várias centenas de baptismos de voo, nas visitas que foram efectuadas aos aeródromos de Carmona, Santo António do Zaire, Cabinda, Malange, Henrique de Carvalho ou Lobito, tendo sido efectuadas exibições de largada de pára-quedistas nas cidades de Sá da Bandeira - a pioneira da Aviação Militar em Angola -, e em Nova Lisboa, cidade que veio a herdar as tradições Aeronáuticas de Sá da Bandeira e onde esteve sediado o grupo de Esquadrilhas do Huambo.

    6 de setembro de 2015

    TRIBUTO - 54 ANOS ENFERMEIRAS PÁRA-QUEDISTAS - 8 DE AGOSTO DE 1961


    As Enfermeiras Pára-quedistas foram um grupo de 46 mulheres portuguesas que, entre 1961 e 1974, durante o confronto entre as Forças Armadas Portuguesas e as forças organizadas pelos movimentos de libertação das antigas províncias ultramarinas Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, marcaram a Guerra do Ultramar com o seu de trabalho de recuperação e evacuação de feridos do campo de batalha.

    ENFERMEIRAS PÁRA-QUEDISTAS RELATOS I

    Rosa Serra
    Alf.Enfª.Parqª


    Em Agosto de 2015 fez 54 anos que se formaram as primeiras enfermeiras pára-quedistas.

    Estas foram as primeiras mulheres que se candidataram ao 1º Curso de Enfermeiras Pára-quedistas em Portugal.
    Foto:Rosa Serra

    ENFERMEIRAS PÁRA-QUEDISTAS RELATOS II

    A Enfermeira que Vinha do Céu


    Se o comboio avança em direcção à Gare do Oriente porque me dá a ideia que recuo no tempo? Daqui a pouco uma mulher por entre a multidão avançará para mim empunhando a boina verde de uma farda há muito desmobilizada, distintivo, noutro tempo, de uma tropa de elite, identificação hoje para um encontro agendado.
    Todo o encontro cria uma ruptura. O que era até ali deixará de o ser como era. Passamos às vezes por uma pessoa na rua e tudo muda na nossa vida. Alguém que nos diz bom-dia de uma forma diferente, ou nos dá um sorriso, ou nos olha com um brilho de inteligência no olhar e nos garante que o Universo é habitado. Nunca agradecemos a uma pessoa assim que muda a nossa vida. Ela esfuma-se no tempo. Afunda-se na vida. Perde-se no labirinto do mundo.
    Se voltamos a passar por ela nem a reconheceremos. Ela apenas passou por nós, porém, ao passar por nós fez-nos desviar a atenção, iluminou com um relance do seu olhar um pensamento sombrio, e esse seu pequeno impacto fez-nos atrasar o minuto fatal em que iríamos cometer um erro irremissível; desviou a nossa trajectória o suficiente para salvar o nosso dia.
    E se uma pessoa assim tiver interferido na trajectória da nossa vida de uma forma consciente e calculada por ter imposto a si mesma esse dever, quando tudo o mais à sua volta se resumia à primária luta da sobrevivência? Uma pessoa cujo impacto na nossa vida nos desviou da trajectória da própria morte.